Sustentabilidade e Inovação: o que aprendemos no Febratex Summit?

Sustentabilidade e Inovação: o que aprendemos no Febratex Summit?

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Pensando sempre em melhorar nossos conhecimentos sobre confecção do vestuário e toda a cadeia têxtil, a WebPic marcou presença no Febratex Summit. As palestras são promovidas pela Febratex Group para espalhar inovação no mercado têxtil.

O evento contou com um público de cerca de 500 pessoas que participaram de 33 palestras. O intuito era gerar conexões e compartilhar informação e tecnologias aos profissionais dessa indústria tão forte no país, a fim de trazer inovação, sustentabilidade e preocupações com o futuro.

Muitos assuntos rolaram durante os dois dias do evento, sendo sustentabilidade e inovação tecnológica os mais citados. Continue acompanhando o texto e confira com detalhes o conteúdo abordado no evento.

Sustentabilidade na indústria de confecção

Rejeans Renner Ecossistema Circular

Rejeans

Claudio Ballei Junior, junto com o José Guilherme Teixeira, idealizaram o projeto Rejeans que reutiliza tecidos que sobram do corte dos novos jeans da Renner, para evitar lixo têxtil e desperdício.

Os dois marcaram presença no evento com um bate-papo sobre os principais desafios de implantar a sustentabilidade nas indústrias de confecção.

Foi citado que é preciso repensar sobre a produção de tecidos e lixo. Estes são sistemas que precisam ser corrigidos e adequados à economia circular, para transformar o seu negócio em algo que faça sentido sustentavelmente.

No começo, foi difícil pôr em pratica esse conceito. Gastou-se muito para achar uma maneira de produzir um jeans com matéria reaproveitada, a busca é sempre constante. Porém, atualmente, não se sabe distinguir o tecido convencional do Rejeans da Renner.

Hoje, os dois possuem o mesmo custo de produção. E esse processo acaba sendo um caminho sem volta e se tornando um benefício para a indústria.

De acordo com o José Guilherme, os problemas maiores estão voltados ao investimento em logística reversa, que incluem equipamentos voltados para essa questão e politicas que tratam a gestão de resíduos.

Outro desafio é fazer os consumidores aderirem essas peças com material verde, que de acordo com o Junior é uma questão de cultura.

No Brasil, esperamos que uma nova técnica dê certo para que depois as passemos a utilizá-la. Esse conceito sustentável é algo que deveria fazer parte da cultura das grandes magazines.

Re-farm

Um outro grande projeto de sustentabilidade na indústria da moda que apareceu no evento foi o Re-Farm. Eles usaram três conceitos para elaborar seu projeto: repensar, reciclar e reduzir.

Quando uma peça de roupa chega no cliente, é quando ela possui maior valor e depois, após a compra, essa peça vai perdendo valor com o tempo, a cada lavagem, etc.

Reutilizar peças, reestruturá-las para serem utilizadas novamente é uma ótima ideia para quem quer fazer parte dessa tendência e foi isso que a Farm fez em parceria com a Re-Roupa.

O intuito é ressignificar a vida útil de matérias até então descartadas, algo tão importante para caminharmos no sentido da redução dos impactos ambientais negativos.

Sustentabilidade e a Legislação

O Cristiano Buerger da TecnoBlu abordou a dificuldade que é em aprovar um projeto de uma construção industrial devido a leis brasileiras que prezam pelo meio-ambiente e que devemos respeitar isso.

A sustentabilidade também tem a ver com a qualidade do lugar onde as pessoas trabalham e temos como obrigação sermos sustentáveis.

Ele cita também que o Brasil é um país burocrático e o que precisamos é de cooperação, quem for individualista está fora dessa tendência.

Devemos mostrar seriedade em relação a sustentabilidade no nosso país. Tudo isso para oferecer ao cliente um produto com alto valor agregado com sustentabilidade que possa responder aos desejos de consumo dele.

Inovação e visões para o futuro em 2035

Thiele Biff PLM e Inteligência Artificial

Lab Moda Sustentável

Inovação está diretamente ligada a integração, para Amélia Malheiros, do SCMC. Ela apresentou a plataforma Lab Moda Sustentável que transforma os principais desafios do mundo da moda.

Muitos gestores querem mudar suas perspectivas, porém não sabem com quem eles podem se juntar e a plataforma serve justamente para ajudar nesses desafios, baseado em um mapa sistêmico, que contempla desigualdades, políticas públicas, ciclo de vida do produto, cultura e consumo.

Amélia citou também a importância da Teoria da Mudança, um conjunto de estratégias e informações que traçam a partir de um curto prazo para uma visão de longo prazo.

A era dos dados

Para Beny Fard, o futuro será feito de dados gerados pela humanidade para buscar novas experiências.

Ele questionou aos participantes o que os millenials esperam das indústrias: é uma nova forma de pagamento? É algo único numa escala industrial? É uma nova logística? Atender a expectativa de novos materiais?

Ele falou sobre a integração da indústria 3.0 e a indústria 4.0, a revolução voltada ao ser humano em parceria com a revolução da comunicação.

A informação é considerada uma riqueza também para o Carlos Busch, principalmente quando se trata de 2035. Ele brinca dizendo que “A disrupção não vem em formato de elefante, ela vem em formato de formiga”.

Ele deu o exemplo de pequenas startups que oferecem serviços de pronta entrega para o consumidor, que aos poucos podem quebrar grandes mercados.

E é aí que entra a responsabilidade do gestor em se colocar no lugar do consumidor. Todos os setores devem estar alinhados com a qualidade, focando no cliente. Não há espaço para quem é mediano.

Não podemos falar de 2035 sem falar de tecnologia. Para Anderson Lourenço, a tecnologia não pode existir sem pessoas e é preciso saber utilizar os dados. “Sem pessoas, até o negócio mais tecnológico quebra”, acrescentou.

A especialista em tendências e comportamento Andrea Bisker também apontou questões muito importantes para a moda em 2035. O que será relevante para uma marca nesse futuro?

As empresas do ramo da moda devem redefinir o significado de “ser velho”, e as marcas que não se comunicarem com eles serão totalmente ignoradas.

Essa será a geração que terá maior poder aquisitivo, todo o patrimônio deixado pelos seus pais irá influenciar isso. Sem falar que a moda masculina será diferente, pois teremos homens mais vaidosos.

Conclusão

É hora de se preparar para o futuro. Inovação, sustentabilidade e tecnologia estão fazendo com que o mercado se adeque cada vez mais ao consumidor e as indústrias têxteis e do vestuário não estão fora dessa tendência.

O evento não poderia ter deixado de abordar esses temas que são tão importantes para que esse mercado continue crescendo, e claro, nós da WebPic iremos continuar a levantar essa bandeira que visa a preservação do meio-ambiente e avanços socias.

Você pode conferir mais detalhes no site da Febratex Group. E se você ainda não aderiu essa tendência de mercado, sugerimos esta matéria para conhecer mais sobre Sustentabilidade na indústria de confecção: 5 dicas para praticar já!

E que venha mais uma Febratex Summit

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