fbpx
Fique por dentro das principais mudanças do bloco K em 2019

Fique por dentro das principais mudanças do bloco K em 2019

Powered by Rock Convert

O Bloco K em 2019 trouxe mudanças para o mercado industrial. Trata-se de uma evolução do Registro de Controle da Produção e do Estoque (RCPE), também conhecido como livro P3 ou livro Modelo 3.

A finalidade do livro é a escrituração de documentos fiscais e de uso interno de estabelecimentos, controlando dados como entrada e saída de mercadorias, produção e estoque, fichas técnicas e as matérias-primas utilizadas na confecção.

O Bloco K é a versão digital desse modelo e faz parte do SPED fiscal (Sistema Público de Escrituração Digital), que recebe as informações para apuração de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria) e IPI (Imposto sobre Produto Industrializado). O objetivo é diminuir os casos de sonegação fiscal.

Já sendo uma obrigação para várias empresas há anos, o Bloco K em 2019 ampliou a quantidade de estabelecimentos envolvidos ao processo. Confira, a seguir, as principais informações sobre o sistema!

Obrigatoriedade

O Bloco K é obrigatório para estabelecimentos industriais, bem como mercados e negócios que atuam com produtos industrializados. Por ser um processo de nível complexo, a CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária) adiou por diversas vezes essa obrigatoriedade, incluindo gradualmente níveis diferentes de empresas.

Em 2017, precisavam entregar as empresas com faturamento acima de R$ 300.000.000,00. Em 2018, expandiu-se para os valores acima de R$ 78.000.000,00, e agora a obrigação atinge também os estabelecimentos com faturamento inferior a R$ 78.000.000,00.

Prazos

O prazo para a declaração do Bloco K em 2019 refere-se às divisões industriais 11 e 12 e grupos 291, 292 e 293 da CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) com faturamento acima de R$ 300.000.000,00. Essas empresas deveriam ter declarado a escrituração até o dia 1º de janeiro. Quem não declarou deve se ajustar o quanto antes, estando passível de multas.

Estabelecimentos dos grupos 27 e 30 ainda têm até 1º de janeiro de 2020. A divisão 23 e os grupos 294 e 295 da CNAE declaram em 2021 e as divisões 10, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26, 28, 31 e 32 da CNAE podem declarar até 2022.

Penalidades

Empresas que não enviarem as informações devem sofrer multas como penalidade. É recomendável que as empresas respeitem as regras do Bloco K, porque os valores são elevados.

Os atrasos resultam em multa de 1% sobre o valor de estoque, mais R$ 500,00 para empresas do Simples Nacional e R$ 1500,00 para os outros regimes. No caso de as informações estarem incorretas, a multa sobe para 3% das obrigações comerciais.

No pior caso, a multa vai para 100% do valor para empresas que não declararem ou recolherem valores inferiores às obrigações. Os responsáveis ainda estão passíveis de responder criminalmente por sonegação fiscal.

Preparação

O Bloco K é de natureza muito complexa e, por isso, o ideal é que as empresas se preparem com bastante antecedência. O saldo final no último dia de 2018 deve estar de acordo com o inventário registrado em 2017, renovado com as entradas e saídas de capital ao longo do ano e o estoque de produtos atualizado.

É muito importante que os valores estejam o mais próximo possível da realidade para evitar sonegação e multas. Por isso, deve-se realizar um controle rigoroso nos balanços financeiros, sendo um sistema ERP muito útil para facilitar o levantamento. Embora o prazo tenha se esgotado, é melhor enviar a escrituração com atraso do que não enviar.

Você conseguiu entregar a sua escrituração do Bloco K em 2019? Relate para nós a sua experiência nos comentários!

Apresentação IndustWeb Sistema para ConfecçãoPowered by Rock Convert
Nenhum comentário.

Deixe seu Comentário





Não perca mais nenhum conteúdo!

Cadastre-se em nosso blog e comece a receber conteúdos fresquinhos sobre indústria de confecção em seu e-mail