MRP I e MRP II: qual a diferença e quando utilizá-los?

MRP I e MRP II: qual a diferença e quando utilizá-los?

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Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre MRP I e MRP II e suas diferenças. No entanto, essas soluções tecnológicas apresentam especificidades capazes de aliviar a gestão de estoque, automatizando pedidos e evitando desperdícios.

Elas devem ser empregadas conjuntamente ao ERP (Enterprise Resource Planning), um software que integra todas as áreas de uma empresa, tanto de uma perspectiva funcional quanto sistêmica. Cada função dos três tipos de tecnologia (ERP, MRP I e MRP II) é complementar.

Neste artigo, mostramos como diferenciar MRP I e MRP II segundo suas atribuições na organização do estoque de uma companhia. Continue a leitura e confira, além disso, em quais momentos cada uma das práticas se faz necessária!

O que são MRP I e MRP II?

A sigla MRP tem significados distintos em cada uma das soluções. No MRP I, significa Material Requirements Planning, ou Planejamento das Necessidades de Materiais. Já no MRP II, Manufacturing Resource Planning ou Planejamento dos Recursos de Manufatura.

Como a própria tradução dos termos deixa entrever, o MRP I está relacionado à compra de materiais para indústrias, uma espécie de automação da reposição de estoque. Ele se baseia na demanda pelos produtos para elaborar essa lista.

O MRP II, por outro lado, vai além: permite antecipar exigências futuras com base no histórico de compras da organização. Ou seja, esse sistema não apenas automatiza as aquisições como gera sugestões de listas posteriores.

Vale lembrar que o desenvolvimento tecnológico que permitiu o surgimento do MRP II a partir do MRP I demorou cerca de 20 anos. O primeiro data da década de 60, enquanto o segundo só passou a existir por volta de 1980.

MRP I e MRP II: quais são as diferenças na prática?

Ambos convertem demandas de mercado em listas de materiais e ordens de produção. Entretanto, apenas o MRP II conta com funções vinculadas como planejamento de vendas, negócios, operações, requisitos e capacidade de estoque.

Além disso, outra característica favorável ao MRP II está ligada ao fato de ele também se integrar mais facilmente a soluções modernas.

Quando cada um deve ser utilizado?

O uso de um ou outro sistema depende da complexidade das suas necessidades. Em termos gerais o recomendável é o MRP II, já que foi melhorado por 20 anos a partir do MRP I, até que não fosse mais possível considerá-lo a mesma solução.

Se optar pelo MRP II, você resolve diversos problemas, desde a chegada da matéria-prima ao seu estoque até a entrega do produto acabado. Caso o investimento pareça muito alto para você, ou se as suas necessidades de operacionalização de estoque e compras são muito simples, opte pelo MRP I.

No entanto, é bom levar em conta que o crescimento da sua indústria pode tornar o MRP I uma solução defasada em pouco tempo, obrigando-o a investir no MRP II e gastando duas vezes. Ou seja, a economia de curto prazo pode significar gastos maiores em breve.

Seja qual for a escolha, lembre-se que, embora eles sejam ferramentas poderosas para otimizar a gestão de estoque, contar com o cálculo automatizado de um serviço como o MRP II não é a solução de absolutamente todos os seus problemas.

Se quiser ter uma visão ampla desse tipo de gestão, indo além do uso das ferramentas citadas, leia nosso artigo sobre o assunto!

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