MRP I e MRP II: qual a diferença e quando utilizá-los?

MRP I e MRP II: qual a diferença e quando utilizá-los?

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Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre MRP I e MRP II e suas diferenças. No entanto, essas soluções tecnológicas apresentam especificidades capazes de aliviar a gestão de estoque, automatizando pedidos e evitando desperdícios.

Elas devem ser empregadas conjuntamente ao ERP (Enterprise Resource Planning), um sistema que integra todas as áreas de uma empresa, tanto de uma perspectiva funcional quanto sistêmica. Cada função dos três tipos de tecnologia (ERP, MRP I e MRP II) é complementar.

Neste artigo, mostramos como diferenciar MRP I e MRP II segundo suas atribuições na organização do estoque de uma companhia. Continue a leitura e confira, além disso, em quais momentos cada uma das práticas se faz necessária!

Como a MRP surgiu?

Ao longo dos anos 60, a indústria norte-americana atravessava um período de enorme crescimento. Muitas fábricas que produziam para suprir demandas pequenas e locais viram-se, da noite para o dia, com um enorme mercado potencial.

Esse vasto oceano azul causou um problema inusitado aos novos industriários: como atender a toda essa demanda sem enormes investimentos (já que, à época, muitos deles eram ainda pequenos)?

A solução para o problema foi repensar, radicalmente, em alguns casos, o processo produtivo. No seio dessas necessidades, dois empresários americanos, Oliver Wright e Joseph Orlicky, desenvolveram uma solução e tanto.

O seu MRP atuava para automatizar as compras e reposição de estoque. Em um cenário em que o essencial para as empresas americanas crescerem era dinamismo, não demorou para a notícia do programa se espalhar.

Quais são os benefícios da sua implementação?

O MRP tornava a reposição de estoque incrivelmente ágil, acelerando boa parte dos processos que tomavam tempo produtivo à época. Além disso, o estoque sempre foi uma área estratégica crucial para um empreendimento crescer.

No entanto, essa estava longe de ser a única vantagem do sistema. Outros benefícios foram aparecendo enquanto seu uso se universalizava, e não demorou para que se tornassem de conhecimento geral, ao menos no ambiente das indústrias.

Integrar a produção ao setor administrativo

Como os MRPs foram criados para se integrarem aos ERPs das empresas, essa junção permitia uma visão de conjunto da produção com os setores administrativos. Antes, essa integração era difícil, por agregar profissionais de áreas muito diferentes.

Como dissemos, o estoque é uma área chave para o crescimento da empresa. Quando a administração passa a dedicar sua atenção a ele, seu uso pode ser otimizado, e o espaço físico, melhor utilizado.

Otimizar o tempo produtivo

É comum que lapsos entre estoque e produção atrapalhem o tempo e eficiência produtiva. Nem sempre esses lapsos são cobertos pela técnica do estoque intermediário, e cálculos mal feitos podem ocasionar interrupções, seja porque falta espaço no estoque ou porque não há insumos suficientes para dar início à produção.

Com o MRP e os estoques automatizados, as chances de isso acontecer reduziam-se a quase zero.

Reduzir falhas humanas

O processo de averiguação, compra e, principalmente, saída dos estoques, quando realizado de maneira não automática, dá margem a muitas falhas.

Além disso, em vários casos, é necessário realizar procedimentos como o recall de produtos. Há uma série de processos tributários (dos quais a gestão de notas fiscais é apenas uma), financeiros e administrativos que acompanham entradas e saídas dos estoques.

Com a automatização, elas ficam não apenas mais rápidas, mas também melhores e menos sujeitas a falhas humanas.

Realizar o controle em tempo real

Com os softwares MRP modernos — mais precisamente os chamados MRP II, sobre os quais falaremos adiante — as informações ficam não apenas reunidas, mas facilmente acessíveis na tela de computadores e smartphones.

Assim, gestores e toda a equipe administrativa podem fazer o acompanhamento em tempo real. Isso significa tomar decisões logo que os problemas surgirem, lançando luz sobre o funcionamento diário do estoque.

Agindo assim, as mudanças e intervenções passam a ser frutos de observação e mensuração, evitando os comuns erros ocasionados por decisões baseadas em achismos. Não será disso que a sua empresa anda precisando?

O que são MRP I e MRP II?

A sigla MRP tem significados distintos em cada uma das soluções. No MRP I, significa Material Requirements Planning, ou Planejamento das Necessidades de Materiais. Já no MRP II, Manufacturing Resource Planning ou Planejamento dos Recursos de Manufatura.

Como a própria tradução dos termos deixa entrever, o MRP I está relacionado à compra de materiais para indústrias, uma espécie de automação da reposição de estoque. Ele se baseia na demanda pelos produtos para elaborar essa lista.

O MRP II, por outro lado, vai além: permite antecipar exigências futuras com base no histórico de compras da organização. Ou seja, esse sistema não apenas automatiza as aquisições como gera sugestões de listas posteriores.

Vale lembrar que o desenvolvimento tecnológico que permitiu o surgimento do MRP II a partir do MRP I demorou cerca de 20 anos. O primeiro data da década de 60, enquanto o segundo só passou a existir por volta de 1980.

MRP I e MRP II: quais são as diferenças na prática?

Ambos convertem demandas de mercado em listas de materiais e ordens de produção. Entretanto, apenas o MRP II conta com funções vinculadas como planejamento de vendas, negócios, operações, requisitos e capacidade de estoque.

Além disso, outra característica favorável ao MRP II está ligada ao fato de ele também se integrar mais facilmente a soluções modernas.

Quando cada um deve ser utilizado?

O uso de um ou outro sistema depende da complexidade das suas necessidades. Em termos gerais o recomendável é o MRP II, já que foi melhorado por 20 anos a partir do MRP I, até que não fosse mais possível considerá-lo a mesma solução.

Se optar pelo MRP II, você resolve diversos problemas, desde a chegada da matéria-prima ao seu estoque até a entrega do produto acabado. Caso o investimento pareça muito alto para você, ou se as suas necessidades de operacionalização de estoque e compras são muito simples, opte pelo MRP I.

No entanto, é bom levar em conta que o crescimento da sua indústria pode tornar o MRP I uma solução defasada em pouco tempo, obrigando-o a investir no MRP II e gastando duas vezes. Ou seja, a economia de curto prazo pode significar gastos maiores em breve.

Seja qual for a escolha, lembre-se de que, embora eles sejam ferramentas poderosas para otimizar a gestão de estoque, contar com o cálculo automatizado de um serviço como o MRP II não é a solução de absolutamente todos os seus problemas.

Se quiser ter uma visão ampla desse tipo de gestão indo além do uso das ferramentas citadas, leia nosso artigo sobre o assunto!

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