coronavírus no setor de confecção

Coronavírus no setor de confecção, veja as consequências

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Coronavírus no setor de confecção já é uma realidade no país; confira os primeiros sinais de impacto

Por Paulo Soller

Coronavírus no setor de confecção já é uma realidade no Brasil. Em outras palavras, os impactos do coranavírus já estão sendo sentidos por profissionais da área que dependem das importações chinesas.

A doença, que já atinge dezenas de países, continua a se alastrar e essa não é a primeira vez que a China vive um cenário como este. Em 2013, por exemplo, os casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) também provocaram mais de oitocentas mortes e prejuízos econômicos em todo o mundo.

O coronavírus também é uma doença respiratória e, após o surto originado na China, deixou todo o planeta em estado de alerta. No entanto, apesar do aviso das autoridades chinesas de que o novo vírus é menos letal, sua capacidade de estrago econômico é muito maior – a economia da China é sete vezes maior, hoje, do que na época do Sars e sua participação no PIB global pulou de 4% para 16%.

Por isso, certamente os danos na China ainda são incalculáveis, mas segundo estudo da Bain & Company, o custo do vírus pode ultrapassar US$ 70 bilhões no país, e a curto prazo, a queda nas exportações vai provocar um efeito cascata global. O Banco da China Internacional estima que o impacto a curto prazo nas exportações pode chegar a US$ 30 bilhões.

Sintomas nacionais

No Brasil, muitos setores começam a sentir o desabastecimento em cadeias produtivas que tem dependência direta de insumos e produtos chineses. A indústria têxtil, por exemplo, é um dos segmentos que acompanha de perto os desdobramentos do coronavírus.

O país asiático é uma das principais fontes de matérias-primas do setor que se preocupa com a falta de mercadorias e o que pode acontecer com a paralisação do escoamento em portos chineses.

Sem saber ao certo o que esperar, algumas empresas estão antecipando as compras e acumulando estoque para os próximos meses. Por outro lado, algumas já sentem a ausência de produtos e estão reorganizando a produção para não prejudicar entregas e prazos.

Os dois casos, no entanto, impactam o fluxo de suprimentos e custos, um problema inevitável, mas um pouco mais fácil de resolver para gestores e empresários que fazem o controle interno e acompanham de perto todas as transações e os procedimentos da sua confecção (já falamos sobre isso: veja aqui como o controle interno reduz riscos).

O que fazer agora

Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2019, segundo Ministério da Economia, o Brasil exportou US$ 62,9 bilhões para os chineses, 28% de toda a exportação do país. Por outro lado, compramos US$ 35,2 bilhões, o que representa 19% das importações brasileiras.

Aqueles que dependem da importação, sem dúvida, serão os mais afetados imediatamente. O cenário atual tem gerado discussões sobre a possibilidade de as indústrias absorverem os custos iniciais provocados pela crise gerada pelo coronavírus no setor de confecção. No entanto, muitos especialistas acreditam que se o cenário não melhorar, nos próximos dias teremos produtos mais caros para o consumidor final.

Como ainda não é possível afirmar quanto tempo vão durar as medidas impostas pelo governo chinês, o primordial é solicitar aos fornecedores que apresentem informações sobre as entregas e sinalizem eventuais atrasos para poder planejar e organizar as providências necessárias, como reprogramar a produção. Além disso, observe se o seu contrato com o fornecedor tem cláusulas que o apoiem neste sentido.

O segundo passo é avaliar e buscar outros fornecedores, tanto no Brasil como em outros países. Este, aliás, é um ponto que deve fazer parte da estratégia da sua confecção: um plano A, B e C. Se o A é importar da China, já acione os próximos para não correr riscos.

Enquanto isso, aguardamos os próximos capítulos do coronavírus, nossa equipe assiste de perto seus impactos do coronavírus no setor de confecção.

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